Que atrevimento! Quanta loucura! Como esperar que me seja oferecido o que de mais precioso possuis? O tempo! Sim, o tempo. Que mais poderia ser?

Sem video. Sem banda sonora. Nada mais do que palavras. Pequenos barquinhos de papel a navegar no mar de tinta azul. Quiçá te leve à descoberta, saboreada, tocada e cheirada da magia.

A magia dos começos das coisas ou das coisas começadas. Assim como a primeira página branca de um caderno ou a curiosidade sufocante de quem desenlaça a fita e rasga o papel de uma prenda. Ou, como o ápice do voo do balouço no ar. No enquanto tudo é possível, encarnado e acreditado. No breve instante antes da queda. No milissegundo antes de dar lance com os pés somos outra vez crianças e rimos ou amordaçamos o grito de quem se sente vivo!

E, se assim são os começos e as páginas em branco assim seja o vosso encontro com estes sarrabiscos. E possa o nosso encontro ser ritual. Que nos juntemos não por rotina mas como ritual. E que na repetição dos momentos únicos se amontoem todos os vossos sorrisos. Sorrisos envergonhados, sorrisos curiosos, sorrisos traquinas e sorrisos soalheiros e brilhante como são alguns… Aqueles que guardamos a sete chaves porque valem fortunas em carinho e cócegas!

O nosso desejo é simples. Que nos visitem, assim de qualquer maneira ou feitio, no silêncio ou com silêncio e que apesar do nada ou quase pouco que aqui possam encontrar consigam partir como ricos! Milionários de ternura e um pouco mais vivos e sobretudo, muito mais sérios porque, citando Almada Negreiros “ A alegria é a coisa mais séria do mundo”!

2 respostas

  1. Já conhecia a existência da biblioterapia como método subsidiário da psicoterapia mas não sei bem como funciona Através de iterações entre o paciente e o terapeuta comentando textos específicos? Ou escrevendo textos criando narrativas ou simplesmente lendo
    De qualquer modo dou lhe os parabéns pela iniciativa e conte com o meu apoio É sempre bom (re) começar 😘

  2. Muito grata pelo encorajamento! Há uma liberdade expressiva na biblioterapia. Seja qual for a forma escolhida pelo leitor, leitura, ponto de partida para reflexão ou mote para escrever a partir do texto lido, o resultado será sempre a abertura a novas leituras do real e um contacto mais íntimo com os sentimentos e identidade pessoal.

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