A inveja é tão certa como a admiração.
São até irmãs!
Uma nasce da outra,
Embora siga um caminho mais tortuoso.

Tenho pena dos invejosos,
Tenho pena de mim quando invejo.
Não por admirar,
Mas por não aceitar
A grandeza dos outros face à minha pequenez.

E, embora inveje,
Reconheço-me,
Ou penso reconhecer-me…
E é nesse reconhecimento
Que, em parte, me liberto
E começo a admirar só.
E assim a continuar,
Um dia
Eu hei de vir a elogiar sem mágoa.
Só assim serei grande…

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.